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FFB#4 Pode a moda ser feminista?

Muitos dizem que a moda é superficial e irrelevante, uma fantasia, capitalista, exploradora e ditadora de padrões mas ela é um reflexo da sociedade e também é capaz de mudar atitudes e trazer empoderamento.

A maioria das compras de roupas afetam as mulheres, elas representam a grande maioria dos trabalhadores na cadeia de fornecimento de moda, muitas dos quais trabalhando sob condições desumanas mas nenhum dos CEOs das 10 maiores empresas mundiais de vestuário da lista do Harvad Business Review é mulher.

 

Por isso, levantamos a questão para nosso próxima roda de conversa: pode a moda ser feminista?

 

Convidadas:

 

Maria do Carmo Paulino dos Santos é Pesquisadora, Educadora Social, Coralista e Ativista Social em prol dos Direitos Humanos da Juventude Negra e Periférica e da Mulheres Negra, vem desenvolvendo rodas de conversas e pesquisas sobre a situação da mulher negra no Brasil. Tem como missão, promover o diálogo aberto e construtivo para o fortalecimento de políticas públicas de inclusão social de acesso para a mulher negra na graduação e pós-graduação. Idealizadora do projeto Processos Criativos em Resíduos Têxteis, com foco no desenvolvimento local, visando a geração de trabalho e renda para mulheres carentes da região de Parelheiros (Zona Sul) e da Vila Maria/Vila Guilherme (Zona Norte). Atualmente é Conselheira e Secretaria do Conselho Participativo Municipal da Prefeitura Regional de Vila Maria e Vila Guilherme no município de São Paulo. Participante do Fórum Cultural da Zona Norte e da Rede PerifaMove. Mestranda em Têxtil e Moda pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/ USP - Pesquisa sobre: moda afro-brasileira com propósito político, mulher negra, comportamento, marchas e movimentos sociais e culturais nas periferias, economia criativa, economia solidária, empreendedorismo solidário, comunidades e comunicação em rede; _ Cursando 2ª graduação em Pedagogia Interdisciplinar pela UniCEU Caminho do Mar/SP; _ Especialista em Moda e Criação pela Faculdade Santa Marcelina/SP; _ Especialista em Docência no Ensino Superior pela Universidade Estácio de Sá/RJ; _ Graduada em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual pela Universidade Guarulhos/SP; _ Lecionou durante sete anos no ensino superior no curso de Design de Moda; _ Possui trinta anos de experiência na indústria da moda, passando por empresas renomadas de porte médio e grande, trabalhando como designer de moda, estilista, modelista, cortadeira , costureira e figurino.

 

Juliana Oliva graduou-se em Filosofia pela Universidade São Judas Tadeu em 2007. Na mesma universidade e na mesma área, foi uma das organizadoras do I Encontro de filosofia e gênero em 2013 e no ano seguinte concluiu o mestrado com a dissertação “Identidade e reciprocidade em O segundo sexo de Simone de Beauvoir”. Atualmente é doutoranda em Filosofia na EFLCH-UNIFESP, onde pesquisa a relação erótica autêntica como imagem da reciprocidade em Beauvoir, e tem trabalhado com a oficina “Deve-se queimar Beauvoir?” em espaços como o curso pré-vestibular Projeto Mafalda, Biblioteca Mário de Andrade e unidades do SESC em São Paulo. Também escreve relatos poéticos em um blog chamado “a better version of me”; escreveu os fanzines “Burn! Don’t Freeze!!” e “Pouco viável” e em 2008 foi uma das organizadoras da feira e do workshop Projeto Fanzine no Centro Cultural da Juventude (CCJ). No mesmo ano cursou qualificação básica em Moda e Vestuário na ETEC José Rocha Mendes, onde apresentou como trabalho final desenhos para uma coleção inspirada em Simone de Beauvoir e o universo feminista no rock alternativo.

 

Mais convidadxs à confirmar!